A morte de João Guilherme Jorge Pires, de 9 anos, está sendo investigada pela Polícia Civil após a criança passar por cinco atendimentos médicos em unidades de saúde de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. A família suspeita de falhas no atendimento prestado ao longo dos dias.
De acordo com o registro policial, o caso foi classificado como homicídio culposo, quando não há intenção de matar. A Secretaria Municipal de Saúde também instaurou procedimento para apurar se houve irregularidades na condução dos atendimentos.
A sequência começou no dia 2 de abril, quando o menino foi levado a uma Unidade de Pronto Atendimento após sofrer uma queda em casa. Ele passou por avaliação, realizou exames e foi liberado com medicação, sem diagnóstico de lesão grave.
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Nos dias seguintes, João retornou a outras unidades com queixas persistentes de dor. Em uma das consultas, segundo a família, os sintomas foram associados a um quadro de ansiedade. Já em outro atendimento, um exame apontou fissura no joelho, e ele foi encaminhado para imobilização em um hospital.
Mesmo após o procedimento, o estado de saúde da criança continuou a piorar. Na noite de segunda-feira (6), o menino apresentou agravamento dos sintomas, incluindo dificuldade para respirar. Ele foi levado novamente para atendimento de urgência e, posteriormente, transferido para a Santa Casa.
Segundo relatos de familiares, cerca de 30 minutos após dar entrada na unidade hospitalar, a morte foi confirmada.
A Polícia Civil solicitou exame necroscópico para determinar a causa do óbito e deve encaminhar o caso para uma delegacia especializada, que ficará responsável por analisar toda a sequência de atendimentos.
Em nota, a Secretaria de Saúde informou que está reunindo prontuários e registros médicos para esclarecer os fatos e destacou que eventuais responsabilidades serão apuradas. Até o momento, a unidade hospitalar não se manifestou.
O caso segue em investigação.

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